Por tudo isso

Administração cristã é muito mais abrangente do que dar certo valor do nosso dinheiro para a igreja. Deus, em sua Palavra, deixa bem claro que o ponto principal, na administração cristã, é ter Deus em primeiro lugar na nossa vida. “Devemos temer e amar a Deus confiar nele acima de todas as coisas”, aprendemos no Primeiro Mandamento – o mandamento da fé.

As ofertas, estão, fazem parte do campo da fé e expressam reconhecimento e gratidão. Gratidão, seja ela na forma de cânticos, de serviço, de dedicação dos dons, de oferta em bens, acontece quando reconhecemos, nas coisas que nos cercam a mão misericordiosa de Deus, derramando coisas boas sobre nós sem as merecermos. São mais profundas e sinceras quando enfrentamos grandes tribulações e sentimos Deus ao nosso lado para nos proteger e animar.

Com o propósito de revisar este aspecto da Administração Cristã escolhemos as explicações do Credo Apóstolo formuladas por Lutero no Catecismo Menor: “Creio que Deus me criou a mim e a todas as criatura; e a todas as criaturas; e me deu corpo e alma, olhos, ouvidos e todos os membros, razão e todos os sentidos, e ainda os conserva; além disso me dá vestes, calçados, comida e bebida, saca e lar, esposa e filhos, campos, gado e todos os bens. Supre-me abundante e diariamente de todo o necessário para o corpo e a vida; protege-me contra todos os perigos e me guarda de todo o mal. E tudo isso faz unicamente por Sua paterna e divina bondade e misericórdia, sem nenhum mérito ou dignidade da minha parte. Por tudo isto devo dar-lhe graças e louvor, servi-lo e obedecer-lhe. Isso é certamente verdade”.

As nossas ofertas estão ligadas ao Criador, até porque, através de nossa vocação e trabalho, ele estende suas dádivas às pessoas. Nesse aspecto, não ofertamos somente porque somos movidos pela graça, mas também porque temos o mandamento de Deus para servi-lo e obedecer-lhe. Em sua palavra Deus nos revela que ele confiou aos seus mordomos a vida e os recursos, e lhes deu o privilégio de gerenciá-los para ele de forma agradecida.

Enfim, é agradável reconhecer que, neste tempo de Covid, muitos cristãos se mostram gratos a Deus nas ofertas que estão acontecendo, mesmo que os cultos presenciais só recomeçaram agora com participação muito limitada. Mas é importante que cada congregado faça o que está no seu alcance.

Quando fazemos um levantamento das dádivas que Deus nos dá sentimos uma vontade muito grande de agradecer com ações concretas. Por tudo isto devo dar-lhe graças e louvor, servi-lo e obedecer-lhe. A oferta em dinheiro é uma delas. Colocar esta questão das ofertas para a igreja numa disposição favorável e regular é uma atitude de gratidão, de serviço e de obediência a quem pertencemos e de quem recebemos tudo unicamente por Sua paterna e divina bondade e misericórdia.

Edgar Lemke

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