O peregrino, o ativista e o artista

Philip Yancey, no livro Eclipse da Graça, fala da conversa que teve com uma amiga sobre a crescente antipatia que há pelos cristãos. Ela lhe disse que “há três tipos de cristãos que ainda são respeitados pelos que não aderiram à fé: os peregrinos, os ativistas e os artistas”.

Peregrino

Um peregrino é um companheiro de viagem na jornada espiritual, e não um guia profissional.

Na perspectiva terrena somos peregrinos na terra e não uma classe superior que já chegou ao seu destino. Facilmente podemos nos desviar do caminho! Por isso precisamos nos aconselhar mutuamente tendo a Palavra como guia para as nossas decisões (Cl 3.16).  Gina Welch, uma escritora judia não cristã, frequentou uma igreja cristã só para escrever a respeito. Ela relatou: “O que eu invejei mais em relação aos cristãos não foi essa coisa de Deus – foi ter uma reunião comunitária cada semana, … um lugar seguro para ser franca a respeito de lutas pessoais, um lugar para ser alertado sobre sua bússola moral, um lugar para proteger-se da solidão, para sentir que há outras pessoas como você”.

Ativista

Um peregrino, de certa forma, caminha pela vida procurando uma fuga do mundo.  Ele pode até correr o risco de se esconder na igreja. Agora, o peregrino cristão é chamado a envolver-se e atuar no mundo para aliviar as suas mazelas. Por isso Deus manda  abrirmos os olhos e ver o que acontece ao nosso redor. Quem segue a Jesus necessariamente adota o seu programa de vida. Precisamos, como disse Jesus na oração sacerdotal, viver no mundo, mas não ser do mundo (Jo 17.13,16), mesmo que seja uma tarefa complicada para achar o equilíbrio. Uma pratica ativista de bons resultados segue esta linha: mãos → coração → intelecto.  “Atos de misericórdia vão expressar nosso amor que por sua vez pode atrair outros para essa fonte de amor” (Philip Yancey).

 Artista

Nos tempos modernos as artes podem ser bons instrumentos para comunicar o Evangelho. O grande compositor Bach fez o nosso congregado Abner se tornar luterano. Um bom livro, um filme, um quadro podem ser a maneira de Jesus regar aquela videira que há três anos não deu fruto (Lc 13.6-9). Eclesiastes registra: “As palavras dos sábios são como pregos bem pregados; são como as varas pontudas que os pastores usam para guiar as ovelhas. Essas palavras foram dadas por Deus, o único Pastor de todos nós” (Ec 12.11 NTLH).

Enfim, podemos exercitar nossa vida de testemunhas de Cristo num ou nesses três desenhos: peregrino, ativista, artista.

Edgar Lemke