O melhor dos tempos

Vivemos no melhor dos tempos”. Esta é a tese do psicólogo canadense Steven Pinker (professor em Harvard), com base em dados estatísticos. Segundo Pinker, “a humanidade passa por seu mais pacífico período histórico”. Ele diz também que o “o passado humano não foi pacífico como costumamos imaginar; foi bárbaro e cruel” e que o “anjo civilizatório aprisionou a maldade inata do homem”.

Pinker é um psicólogo que tem opinião muito perto do conceito bíblico sobre a natureza humana. Ele afirma que “somos os mais devotos defensores de nós mesmos. A primeira reação ao sermos confrontados com o fato de termos feito algo ruim é tentar nos convencer e aos outros de que aquilo não foi tão grave. A segunda é transferir a responsabilidade”.  Por fim ele diz que a “democracia é a forma mais eficaz de impedir que a violência do homem se manifeste”.

Quero destacar duas ideias de Pinker que ilustram este devocional:

A primeira delas é que, de fato,  a natureza humana é egoísta e má, também entre os cristãos.  Na verdade, o nosso batismo não nos livrou da velha natureza. Quem esclarece este aspecto é Pedro em sua carta ao dizer que o batismo não remove “a imundície da carne”, mas traz a “indagação de uma boa consciência para com Deus” (1 Pedro 3.21). A segunda é que, vivemos no melhor dos tempos por sermos filhos de Deus através do batismo.

Portanto, temos uma fonte mais preciosa que a democracia para impedir que a violência em nós se manifeste: é o nosso batismo. O batismo é um verdadeiro meio da graça pelo qual o Espírito Santo traz o pecador à união com o Salvador, dá perdão dos pecados, vida e salvação, pois “o Batismo não é obra realizada por nós, e sim um tesouro que Deus nos concede e do qual a fé toma posse;  assim como Cristo sobre a cruz não é uma obra, mas um tesouro compreendido e oferecido a nós na Palavra e recebido pela fé…” (Lutero)

Sempre que somos estimulados a evitar o pecado e a servir a Deus com uma vida cristã o nosso batismo é a base. Nesse sentido aí vai um conselho deLutero: “Por isso considera o batismo como tua vestimenta cotidiana, em que sempre deves andar, para que todo tempo se encontre a fé em seus frutos, a fim de subjugar o velho homem e crescer no novo”. Permanecer na aliança batismal é viver no melhor dos tempos.

Edgar lemke

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