Vinho novo em odre velho?

“Não. Vinho novo deve ser posto em odres novos”. (Lucas 5.38).

Dizem que estamos diante da melhor safra de vinho na Serra gaúcha. O sol e a estiagem que castigam as outras plantações favorecem a concentração de açucares e de outras substâncias benéficas na uva.  Quem sabe haverá a produção de um vinho tão bom quanto aquele que Jesus produziu ao transformar água em vinho (João 2.10).

Jesus está participando de uma festa oferecida pelo cobrador de impostos Levi (ou Mateus) que,  aceitando o convite para ser seu discípulo, imediatamente largou tudo e o seguiu. Certamente a refeição era regada a um bom vinho. Diante da contrariedade dos religiosos da época com a comilança dos discípulos e a atenção que Jesus dava aos amigos de Levi, cuja fama não era das melhores, Jesus fez duas comparações: “Ninguém corta um pedaço de uma roupa nova para remendar uma roupa velha”; “ninguém põe vinho novo em odres velhos” (Lucas 5.36,37).

Com essas comparações Jesus mexe na religiosidade dos fariseus baseada no automerecimento e no cumprimento de leis sem a dinâmica da fé. O vinho novo que Jesus oferece não é do gosto daqueles que bebem o vinho velho da religião das obras e das formalidades inconsequentes.

As duas ilustrações de Jesus apontam para a dificuldade que o ser humano tem para a mudança.  Não faz sentido cortar um pedaço da roupa nova para  conservar a roupa velha, muito menos colocar vinho novo em odre velho.

A doutrina da graça e da fé oferecida em Jesus precisa arrebentar nossa velha natureza incrédula e egoísta e transformar a pessoa toda. Arrependimento é mudança completa de mentalidade. Este é o desafio prático da pregação de Jesus. Vinho novo em odre novo. Assim “quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo” ( 2 Coríntios 5.17).

Que tal trocar  os velhos hábitos que machucam as pessoas e exercitar novas atitudes que tornam a vida mais feliz?

Edgar Lemke

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