Tiririca

Quando nós estudávamos no Seminário Concórdia, não tinha quem não odiasse a tirica. É que uma vez por semana, durante duas horas tínhamos que arrancar essa erva daninha que insistia em aparecer de novo na semana seguinte. Ela era tão insistente que “tiririca” virou sinônimo de “danado” , “teimoso”.

Agora quando se fala em tiririca a gente lembra do “Palhaço” que foi o campeão de votos para a Câmara Federal pelo Partido da República em São Paulo. Ele ganhou 1.348.295 (6,35%) ]de votos, espandando os próprios pardidários e enlouquecendo os adversários, que agora querem cassar o seu cargo, com a acusação de ser analfabeto.

Francisco Everardo Oliveira Silva deve ter algum mérito nessa conquista, nem que seja como palhaço, carreira que iniciou aos 8 anos. Seus bordões de campanha ficaram famosos, como este: “Pior do que tá não fica, vote Tiririca”.

Sei que desde o Império Romano se diz que o governo deve dar ao povo pão e circo. Mas é de pensar se o Tiririca deveria concorrer ao nosso Legislativo e agora é de pensar mais ainda se o caminho é anular sua eleição.  Bem que ele poderia continuar sua carreira no circo e alegrar as crianças e as criancices dos adultos.

É claro que Jesus ao comparar os adultos a uma criança que tinha no colo não estava fazendo palhaçada.  Ele estava valorizando as crianças e aproveitando para transmitir uma das mais sublimes lições. “Deixem que as crianças venham a mim e não as proíbam que elas falam isso, pois o reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o reino de Deus como uma criança nunca entrará nele” (Lc 18.16-17).

Um bom palhaço pode fazer a criançada rir bastante. Não era o caso da tiririca do pátio do Seminário.

Edgar Lemke

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