De volta à casa do Senhor

Faz quase um ano e meio que incentivamos as pessoas a ficar em casa e participar dos cultos de forma on line. Nos engajamos às equipes de saúde e orientações médicas para evitar aglomerações a fim de não disseminar esse vírus que espalhou terror e morte no mundo e insiste em fazer seus estragos. Nesse tempo em que estivemos distantes fisicamente, a Palavra chegou aos nossos lares, nos uniu, nos encorajou e nos fez olhar com fé para o tempo em que esta pandemia tivesse passado. Claro, não imaginávamos que esse tempo seria tão longo como ainda está sendo.

Mesmo que a situação não esteja nada animadora, está chegando o momento de incentivarmos as pessoas a retornarem aos cultos presenciais. Os cuidados protocolares continuam valendo e as pessoas já vacinadas têm uma segurança maior. Mais um pouco de tempo e aí o canto, a música, a poesia, a arte, o abraço vão expressar nossa gratidão e louvor como um ensaio para o grande culto com “anjos e arcanjos e toda companhia celeste” na eternidade.

Foi com este anseio que me veio à memória o Salmos 122: Alegrei-me quando me disseram: “Vamos à Casa do Senhor.” (Sl 122.1). Esse salmo, de autoria de Davi, se tornou um dos cânticos de peregrinação, cantado pelo povo quando ia a Jerusalém para adorar a Deus no templo. Expressa alegria por essa oportunidade e desafia o povo a orar por prosperidade e paz: Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: “Haja paz em você!” (Sl 122.8).

Quando Cristo veio, evangelizou paz e nos fez família de Deus (Ef 2.17,19). Está fazendo muita falta nos reunirmos como família nos cultos presenciais, sem a costumeira desconcentração que acontece durante os cultos on line. Um momento solene, na companhia dos irmãos na fé, comungando com eles a Ceia do Senhor, é uma dádiva preciosa.

Como aumentou o número de vagas (até 50 de momento) para a participação aos cultos e estamos retomando os cultos aos domingos à noite, incentivamos você a se inscrever para esses horários e dizer com o salmista: Alegrei-me quando me disseram: “Vamos à Casa do Senhor.”

Edgar Lemke