A Reforma e seus Legados

Ora, de um e de outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne”. Fp 1.23,24

Estamos em mais um outubro, mês da Reforma. Dia 31 é lembrado como o marco inicial deste processo, que ficou conhecido como Reforma da Igreja, ocorrido no século XVI, com Martinho Lutero, de onde surgiu o Luteranismo no mundo. E, no Brasil, com as duas grandes Igrejas Luteranas: a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, e a nossa Igreja Evangélica Luterana do Brasil – IELB, da qual fazem parte a CEL da Cruz, AELCA e CEL da Paz.

Por aí só, já vemos o legado espiritual e social da Reforma. Em termos de Igreja, integramos um grupo de cristãos bem representativo no mundo. E como tal, anunciamos Cristo para todos, em palavras e ações. Fazendo a diferença neste mundo em que vivemos.

Em 2017, celebrando os 500 anos da Reforma, analisando o legado deste processo, vimos que a Reforma transcendeu as questões espirituais. Ela impactou a sociedade na Política com a distinção entre Igreja e Estado, afirmando ser um erro misturar os dois. Atualmente vemos este erro se repetir entre nós, infelizmente. Seria prudente o meio evangélico voltar a este princípio da Reforma. Quanto a economia, esta deveria voltar-se para o bem de todos, algo que faria a diferença num país como o nosso, marcado por terríveis desigualdades; na Educação temos o incentivo a que governantes criem boas escolas, e a pais para que enviem seus filhos e filhas para as escolas como forma de avançar tanto no conhecimento a Deus quanto a serem cidadãos comprometidos e capacitados para a cidadania; Aqui também faríamos bem em acompanhar os avanços e retrocessos na educação como um todo, não apenas, acompanhando o que acontece com os nossos filhos. Desta forma, todos teriam boa educação formal e outros males, como desigualdades, corrupção e ascensão de maus políticos ao poder, teriam suas consequências minimizadas.

Por onde começar? Seguindo Lutero, comecemos pela Palavra de Deus que nos chama a exercitarmos nossa vocação de filhos de Deus cidadãos de Dois Reinos: o espiritual – guiado por Deus com sua Palavra, e governamental, guiados por Deus com as autoridades por ele instituídas através de variadas formas. Entre nós, felizmente, através de um processo democrático, fundamentado na Constituição Federal. Diante disto, como herdeiros da Reforma, lembremo-nos de que se estar com Cristo é incomparavelmente melhor, mas enquanto estamos aqui, exercitemos a cidadania neste mundo, visando o bem do próximo, como evidência da nossa fé em Deus e amor ao próximo. Abençoada semana.

Pr José Daniel Steimetz.