Tempos Difíceis

Vivemos tempos difíceis! A pandemia que tomou conta do mundo fez as mídias deixar de lado os protestos violentos que costumam provocar mortes e espalham destruição em diversos países. O problema dos imigrantes e refugiados que se deslocavam de seus países na busca de melhor situação de vida virou notícia periférica. A pandemia não deixou lugar para fugir dela.

Esses tempos são difíceis em particular para o nosso País. As listas de pessoas que perderem seu emprego são enormes, acentuando ainda mais as diferenças sociais existentes. O isolamento social provocou crises emocionais e psicológicas, destruindo famílias que não resistiram desfrutar a companhia dos demais o tempo todo. Milhões de desempregados correm atrás de emprego que lhes dê o sustento. A fome tomou conta de milhares de pessoas, problema amenizado pelo auxílio emergencial dado pelo governo.

Os tempos eram difíceis na cidade de Corinto quando o apóstolo Paulo lhes escreveu sua primeira carta na qual fala “dos tempos difíceis em que vivemos” (1 Co 7.26). Não se sabe quais eram as dificuldades que enfrentavam, mas passavam por uma instabilidade muito grande. A situação daquele momento era tão difícil que Paulo conclui: “Pois este mundo, como está agora, não vai durar muito” (1 Co 7.31).

Como proceder em tempos difíceis? Na hora da angústia as pessoas costumam se desestruturar. Para evitar esse abalo, o apóstolo Paulo dá importante orientação para não fazer uma negação do problema, nem colocá-lo no centro da vida: Tratar das coisas deste mundo, como se não estivéssemos ocupados com elas (1 Co 7.31).

É que, pela fé em Cristo, a nossa esperança vai muito além desta vida. Que essa pandemia não dure muito. Mas enquanto estamos em meio a ela, vale muito a garantia de Jesus: “No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” (Jo 16.33). As palavras de Jesus nos dão coragem e bom ânimo para o grande desafio da fé que é ficarmos na Palavra quando os tempos difíceis nos assustam.

Edgar Lemke