“Consumerism”

Na semana passada o colega Otto escreveu sobre “Lowsumerism” explicando que é um movimento que está ganhando cada vez mais adeptos pelo mundo inteiro para um consumo consciente, levando a pessoa a fazer algumas perguntas na hora das compras, tipo: “Eu realmente precisa disso? Não estou apenas sendo iludido pela propaganda? Eu acho que essa compra prejudica o planeta”?

Hoje quero falar sobre “Consumerism” que, segundo o colega Otto, é o antônimo de “Lowsumerism”. Não que eu seja contra o consumo consciente, mas as notícias que tomaram conta das mídias nessa semana são a favor ao “Consumerism”. O presidente Temer fez um agrado de Natal a 10 milhões e 200 mil brasileiros liberando o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de contas inativas até 2015 para incrementar o consumismo e estancar a lista de desempregados que só tem aumentado chegando à casa dos 12 milhões.

São as contradições desse nosso mundo!. Os legisladores de nosso Estado aprovaram propostas do Governo que, para equilibrar as finanças do Estado, colocam na rua um significativo número de trabalhadores. No fim, alguns se beneficiam com as decisões e outros perdem seu sustento. Resumindo: seja para qual lado se quer ir, sempre se estará em meio a contradições que nos lembram daquela palavra que Adão teve que ouvir quando se afastou de seu Criador: “Maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17).

Um mundo maldito por causa do pecado foi o lugar para onde o Filho de Deus veio ao se tornar um de nós. João escreve assim: “E a Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade” (Jo 1.14). Mas ele não foi bem recebido. Herodes queria matá-lo e para conseguir esse intento mandou matar em Belém e vizinhança todos os meninos de menos de dois anos. Foi uma choradeira geral de mães que não queriam ser consoladas (Mt 2.17 ss). A hora de Jesus dar a vida para pagar pelos pecados da humanidade era outra. Aí sim, cheio de amor de verdade, ele venceu a morte e nos garante vida.

Agraciados por tamanho amor, resta-nos fazer as melhores escolhas nesse mundo cheio de contradições. A vinda de Jesus nos ensina a sermos equilibrados em relação a nós mesmos (nem “Lowsemerism”, nem “Consumerism”), justos em relação ao próximo (não defender só o que é de nosso interesse) e piedosos em relação a Deus (aguardando a bendita esperança da vida eterna e a manifestação do Salvador). A oração de uma canção infantil que rola nas mídias sociais, traduzida pela Suzel, é bem oportuna: “Força Jesus! Não se preocupe se o mundo não é tão lindo visto lá de cima. Com o teu amor se pode sonhar e ter um pequeno paraíso aqui na terra”. Feliz Natal

Edgar Lemke

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