O meu voto

Nesse domingo vamos escolher os nossos líderes municipais. É a eleição mais importante do País por tratar-se da escolha dos líderes que cuidarão da nossa cidade, bairros, ruas e creches. Nossos candidatos estão enfrentando dificuldades para angariar os votos necessários.  Eles precisam reverter a ideia generalizada de que todo político é corrupto. São desafiados a deixar o seu número bem à vista através de outros dispositivos, já que as famosas placas e cartazes utilizados em outros pleitos foram proibidos.  Mas isso é problema deles.

O meu problema é votar! E votar certo. Não me sinto à vontade para anular meu voto, pois passei bom tempo da vida sem a possibilidade de sequer votar. Era presidente biônico, governador biônico, prefeito biônico (nas capitais).  Vou usar o meu voto de acordo com minha consciência. Infelizmente deixei partido político em plano secundário. Vou escolher pessoas.

Minha decisão em quem votar, depois de conhecer um pouco mais sobre a vida do candidato, seguiu alguns critérios muito parecidos com o manifesto que a Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE/RS) e o Grupo de Empreendedores Evangélico-luteranos de Porto Alegre (GEELPA) publicaram no sentido de auxiliar o eleitor a escolher bem.  Aí vão alguns desses critérios:

  1. A defesa da dignidade integral da Pessoa Humana e da Vida, desde a sua concepção até o seu fim natural.
  2. A defesa da Família segundo o plano de Deus, dentro da qual crescemos e nos educamos para a vida, com o amparo da comunhão dos seus membros, na prática da tolerância, da solidariedade, do amor, da paz, e da concórdia.
  3. A educação do povo na sua abrangência global, especialmente no tocante a compreensão da justiça, da moral e das obrigações sociais.
  4. O respeito do Estado e das pessoas aos direitos e à liberdade individuais, com a garantia do tratamento isonômico na aplicação das leis e da proteção da honra e da reputação de todos.
  5. O resgate da ética no trato com a coisa pública, para que se alcance efetiva obediência à legislação estabelecida, e punição pela sua transgressão, valorizando os avanços no combate à corrupção eleitoral.

Enfim, votar é um trabalho político de nossa cidadania. Votar bem nessas eleições pode ajudar a nossa cidade a ser mais segura, justa e educada.

Edgar Lemke