O pré e o pós-cristão

Philip Yancey, no livro Eclipse da Graça, explora as razões da crescente hostilidade e incompreensão da sociedade em relação à igreja. Ele faz referência a duas abordagens distintas da fé observada pelo evangelista Daniel Hill que trabalhava num café e resume: “Os pré-cristãos pareciam abertos e receptivos quando o tópico da religião entrava na conversa. Eles não nutriam nenhuma hostilidade e conseguiam imaginar-se aderindo a alguma igreja no futuro. Contrastando com eles, os pós-cristãos alimentavam sentimentos negativos. Alguns traziam consigo lembranças de feridas passadas: uma igreja dividida, um pai ou uma mãe dominador(a), um diretor ou clérigo de alguma instituição para jovens acusados de abuso sexual, um divórcio lamentável com o qual a igreja lidou de modo inábil”.

Eu ainda não tinha ouvido os termos “pré-cristão” e “pós-cristão” para definir certas atitudes em relação ao Evangelho, mas quero concordar com a análise feita.  Quando pessoas se interessam pela igreja e desejam fazer parte dela, demonstram muita vontade de estudar a Bíblia e conhecer o Evangelho. Quando o tema é a salvação exclusivamente pela graça de Deus em Cristo o entusiasmo fica ainda maior.  Bem diferente é a atitude daqueles que conheceram o Evangelho, mas foram lentamente se acostumando a viver sem participar dos cultos.  Primeiro, um culto por mês foi suficiente para abastecer seu espírito. Logo, um culto por ano já bastava e, não demorou muito, aprenderam a viver sem participar do culto.  Eles acabam tornando-se “pós-cristãos”.

Enfim, é importante tomarmos providências para jamais nos tornarmos “pós-cristãos”, anotando a receita do apóstolo Paulo: “Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês!” (Cl 3.16).  E temos a tarefa de dar especial atenção aos “pré-cristãos”  mostrando-lhes que o Evangelho continua sendo a boa nova da salvação em Jesus que responde a perguntas importantes do dia a dia, apresenta a promessa de uma vida  além da morte e dá apoio comunitário aos necessitados.

Edgar Lemke

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