O substituto

É sempre interessante lembrar os momentos importantes da Semana Santa e os últimos momentos de Jesus. Os evangelhos relatam esses fatos nos seus capítulos finais. Quando consideramos os conchavos dos escribas, sacerdotes e mestres da lei, a traição de Judas, a negação de Pedro, a soltura de Barrabás e os gritos de “crucifica-o”, a conclusão é óbvia: Jesus morreu injustamente, inocente. Morreu em lugar de alguém outro.

Isso fica evidente também quando se conversa com as pessoas, crianças ou adultos, todos advogam a inocência de Jesus e a injustiça da sua morte. Aí surge uma pergunta: Jesus morreu no lugar de quem? As respostas seguem óbvias: “Judas, os que crucificaram Jesus, os sacerdotes e mestres da lei, Barrabás, Pilatos, etc.” E é verdade. Mas é só parte da verdade.  Concluir desta forma nos deixa de fora da Semana Santa e Páscoa. Portanto, fora do seu resultado prático. Isso não é bom.

Sim, ele era inocente. Mas foi o meu e o seu pecado que ele carregou até a cruz. Somente quando reconhecemos arrependidos o nosso pecado e nossa culpa, Jesus torna-se nosso substituto também. E todo o resultado da sua morte passa a ser nosso. Diz a consoladora palavra de Deus que o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado. Nós, com nosso pecado, crucificamos Jesus. Ele com seu amor e sua inocente paixão e morte tornou-se nosso Salvador. E mais, ele não ficou na morte: Ressuscitou para que nós possamos viver. Graças a Deus por tão grande amor. Amém.

Abençoada Páscoa.

Pr José Daniel Steimetz