Resenha

Na devoção da semana passada, o Pastor José Daniel tocou no ponto da frustração que nossa seleção nos fez sentir nessa copa em casa. Realmente, foi muito frustrante. De todas as resenhas e comentários que ouvi durante os dias da copa, uma frase ficou guardada: “Vamos ter que enfrentar o oponente mais difícil sem o nosso melhor jogador. ” Você, certamente, deve saber quando essa frase foi dita – antes do 7 a 1.

Outros comentaristas chegaram até a pensar que, sem o nosso craque, o grupo se uniria mais e buscaria forças no conjunto. Não jogaria apenas em função de seu craque. Estavam otimistas, como todo brasileiro, pensando que até daria para bater a poderosa Alemanha.

O que seria de nós sem o nosso melhor jogador? A tendência do ser humano é sempre buscar forças em si mesmo. Quando enfrentamos nossos oponentes mais difíceis, recorremos à autoajuda, ou seja, temos aquele sentimento de que a ajuda está em nós mesmos. Sentimos que deve existir dentro de nós uma força que nos fará superar os nossos piores oponentes, dentre eles: o pecado, o mundo, o diabo e a morte.

Essa força existe, mas não nasce dentro de nós, é presente de Deus. O apóstolo escreve: Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação. (Fp 4.13)

Só Cristo é capaz de vencer por nós. Ele até já venceu. Sabemos que, em Cristo, somos mais que vencedores. Ele é o craque do nosso time. Ele não nos abandona. Ele vestiu o nosso uniforme quando se tornou carne e habitou entre nós. Ele sofreu as nossas dores. E hoje Ele nos envia o Seu Santo Espírito que nos une em sua Igreja e nos fortalecer através de Sua Palavra e Sacramentos.

O mundo oferece um troféu que passa, mas o troféu que está guardado para nós nunca perde seu brilho (1 Pe 5.4). Que privilégio poder fazer parte de um time de vencedores junto com você!

Otto Neitzel

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