Perfeitos!

Um belo dia, ouvi uma pessoa se descrever com apenas dois adjetivos: perfeita e humilde! Não precisa dizer mais nada, né? Ou ela era perfeita o bastante para dizer que era humilde, ou modesta o suficiente para dizer que era perfeita. E você? Será que você poderia dizer o mesmo? Por que não?

No Sermão do Monte, depois de pedir a seus discípulos para oferecerem a outra face quando levarem um tapa, e a darem também a capa quando lhes tirarem a túnica, Jesus diz: Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês (Mt 5.38).

Quão incapazes nós somos de ser perfeitos como Jesus pede aqui. Tem gente que tenta e até acha que consegue fazer tudo o que Jesus pede no Sermão do Monte. Quantas vezes nós mesmos não olhamos para a Lei de Deus e nos sentimos mais perfeitos que os outros? E é ai que está o problema.

A palavra “perfeito” que Jesus usa aqui tem o sentido de chegar ao destino, completar. Esta palavra tem a mesma raiz daquela outra palavra que Jesus usou na cruz minutos antes de morrer quando disse: “Tetelestai”, está consumado!

É naquele “Tetelestai” que está nossa perfeição.

Hoje, somos perfeitos porque, primeiro reconhecemos, em humildade, que não conseguimos ser perfeitos, nem chegar ao destino por conta própria. Em outra ocasião, Jesus fez questão de dizer: Ninguém vem ao Pai (ou chega ao destino) senão por mim (Jo 14.6). Hoje, pela fé, podemos usar, sem receio, dois adjetivos que nos descrevem perfeitamente bem. Eles são…

Otto Neitzel