Voluntariado

voluntariado2Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.           João 10.117.18

Desde 1985, 28 de agosto é o Dia Nacional do Voluntariado. Este tema e desafio tornam-se cada vez mais relevantes na sociedade brasileira atual, carente de valores, condições dignas de vida e perspectivas positivas.  Nestes últimos dias, diante das chuvas e alagamentos que atingiram Porto Alegre e região, muitos se voluntariaram para ajudar. E fizeram a diferença junto aos atingidos pelas intempéries. Que bom termos um dia para lembrarmos esta atividade e nos sentirmos desafiados a nos tornar voluntários na sociedade em geral, nas entidades sociais ligadas à Igreja e nas Comunidades, onde o trabalho é essencialmente voluntário.

Destaco algumas personalidades que voluntariamente engajaram-se em grandes causas, muito antes de termos a ideia atual de voluntariado:

Mahatma Gandhi: (1869-1948) Idealizador e fundador do moderno estado indiano. Gandhi voluntariamente entregou-se a luta por seu país. Apostando na não violência entrou para a história do seu país e mundo como alguém que fez a diferença junto do seu povo; seu conselho: “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”.

Martin Luther King (1929-1968) – Este pastor, a luz da Palavra de Deus, lutou contra a mazela do racismo discriminatório que marcou os Estados Unidos. País que ainda hoje sofre suas consequências. Certamente, por sua luta no passado, hoje aquele país tem um negro como presidente. Diante das injustiças frisa que sua preocupação maior era “o silêncio dos bons”.

Nelson Mandela (1918), vive ainda. Como Luther King, lutou contra a segregação racial na África do sul. Seu voluntariado custou caro: vinte anos de prisão. Mas sua luta foi exitosa. Seu país melhorou. Afirma que as mazelas vividas pela humanidade são construídas pelo homem. Por isso elas “podem ser removidas pelas ações dos seres humanos”

Certamente há consenso de considerarmos estes homens como exemplo de luta por causas nobres como justiça e igualdade. E nessa luta, destacaram-se como grandes voluntários. Poderíamos citar aqui também muitas mulheres como Madre Tereza de Calcutá.

Mas quero destacar outro voluntário conhecido por muitos, seguido por outros, mas distinto dos demais por ser ele próprio voluntário, causa e mensagem para o bem da humanidade. Seu nome é Jesus Cristo. Uma dentre suas tantas palavras é esta: “Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou…” João 10.17.18.

Sua Palavra, mensagem e vida confundem-se no ideal voluntario em favor da humanidade. Ele entregou espontaneamente sua vida em nosso favor. Ele não falou de justiça, fez-se justiça; Ele não pregou a liberdade, ele nos libertou; Ele não falou em igualdade, fez-se igual. Tornou-se carne, habitou entre nós. Sua ação fez chegar a nós a ação voluntária de Deus de nos amar a tal ponto de Jesus, seu Filho, entregar e sua vida por nós na cruz. Assim, Ele voluntariamente fez-se nosso Salvador. E nos convida a voluntariamente segui-lo, vivermos e a amarmos como ele. João 13.34-35. Jesus é o melhor voluntário que podemos voluntariamente oferecer à nossa pátria neste sete de setembro.

Pr José Daniel Steimetz