Jesus! – uma interjeição

Em uma daquelas conversas informais no colégio, em que tenho a oportunidade de falar sobre Jesus, ouvi o seguinte relato de uma mãe, funcionária, professora de Língua Portuguesa:

Um dia, eu estava na cozinha com minha filha S. (4 anos) quando, sem querer, derrubei a jarra de vidro que se espatifou no chão. Na hora gritei “Ai, Jesus!” Minha filha, assustada, perguntou: “Quem é Jesus, mamãe!”. Se eu fosse explicar isso ali ia demorar muito. Como eu não tenho religião nenhuma e também nunca falei de religião para minha filha, disse: “Jesus é uma interjeição, minha filha!”

Depois que ela terminou de contar isso eu fiquei encucado com uma coisa: tudo bem que essa mãe é professora de Português, mas explicar o que vem a ser uma interjeição para uma guria de quatro anos não seria mais complicado do que dizer quem foi Jesus?

O dicionário diz que interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito. Jesus também é uma a palavra invariável, pois é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13.8). Jesus é a palavra que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14). Jesus também exprime emoções, sensações, estados de espírito. Alívio, por exemplo, quando ele mesmo diz: vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei (Mt 11.28).

Para falar a verdade, explicar Jesus é algo impossível. Fácil mesmo é explicar o que é uma interjeição. Não nos cabe explicar, mas sim testemunhar. Essa é a função do semeador sobre o qual falamos às nossas crianças no domingo passado. Semeamos a palavra que é Cristo e deixamos o resto para Deus. É ele quem dá vida à plantinha, quem dá fundamento para que ela cresça forte e quem acompanha cada fase de sua vida e faz com que ela dê muito fruto.

Quando ouvimos casos de mães indiferentes à saúde espiritual de seus filhos, ficamos muito tristes, mas podemos sempre pedir a Deus em oração para que Ele use essas mães assim com ele usou Pilatos, que mesmo sem querer, “explicou” Jesus da melhor maneira possível quando escreveu em uma tabuinha: Jesus – rei dos judeus!

Portanto: Jesus – uma interjeição!

Otto Neitzel

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