Mudança à vista? Depende de nós

Ensina a Criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho não se desviará dele. PV 22.6

Dias atrás vimos uma mobilização contra a corrupção bem interessante. Alguns colocando-a inclusive como apartidária. De uns tempos para cá vem se tornando menor a nossa resiliência para com a corrupção. E isso é bom. Se não acabarmos com ela, pelo menos a deixaremos mais vexatória, mais vergonhosa e com ar de coisa inadequada a ser feita. Isto porque, hoje em dia, a corrupção campeia em várias situações por fazer parte da cultura do “levar vantagem em tudo” e sinal de esperteza.

Queremos avançar. E naturalmente essa nova postura passa pela mudança de cultura quanto aos aspectos apontados. Precisamos então trabalhar com nossas crianças – e já. Isto porque a corrupção, de tão emblemática, já afeta nossas crianças. E serão elas que darão continuidade na mudança, rompendo com a ideia de que corrupção é coisa boa e sinal de esperteza. Por que digo isso? Observando crianças numa fila para brincar numa cama elástica fiquei triste com a postura natural de “furar a fila”, para mais rapidamente brincar de novo.

Descontando o desejo e comportamento natural de criança vi naquela cena uma continuidade de nossa sociedade mergulhada na corrupção. E mais, ou pior, não vi reação contrária a tal prática, nem repreensões a tal comportamento. E um sentimento de normalidade quanto a prática. Quando muito, a menina que acolhia as crianças na cama elástica a impedir que os mais afoitos passassem a frente dos demais que aguardavam na fila, que devido a este tipo de corrupção, não andava.

Provérbios 22.6 chama a atenção para o que ensinamos aos nossos filhos. Porque o que ensinamos marca-os para todos os seus dias. Se quisermos uma mudança de comportamento, precisamos trabalhar os valores que a palavra de Deus nos orienta. E estas começam por lembrar que Deus tem orientações quanto a certo e errado e que roubar, mesmo que seja o lugar de alguém numa fila, é errado. Não é possível agirmos sob “aparência de direito”, lembra Lutero.

Para ensinar, torna-se necessário então, como pais, refletirmos sob nossa postura quanto a questões de valores. Se somos tolerantes e simpáticos a pequenos gestos de corrupção, certamente passaremos isso aos nossos filhos. E perderemos a chance de ajudarmos a mudar essa triste lógica que marca nosso dia-a-dia e que prejudica a sociedade como um todo.

Abençoada semana.

Pr  José Daniel Steimetz

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