Tábua dos deveres em pequena escala

Em 1529, numa visitação que faz às comunidades e região, Lutero constata uma triste realidade. E decide escrever aos pais para que ensinem aos filhos as doutrinas centrais da fé cristã. Surge o Catecismo Menor utilizado até hoje. Ao final deste, ele acrescenta sua Tábua dos Deveres, apresentando diversos textos bíblicos para diversas situações do cotidiano. Considerando a desgraçada realidade política e a bela data do DIA DOS PAIS, tomo estes dois tópicos da Tábua dos Deveres, para transcrever aqui, com adendos, a título de nossa devoção semanal. A íntegra está no hinário, ou posso encaminhar a pedido, o texto digitado, que contempla questões atualmente cruciais, tais como a Mocidade em Geral, Maridos e Esposas, etc.

No âmbito político a situação do país e estado é calamitosa, para usar um termo leve. No Estado, a irresponsabilidade compromete mais uma geração de alunos da escola pública. Mas vejam os textos bíblicos escolhidos por Lutero: “DO GOVERNO: Todo homem esteja sujeito às autoridade superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador para castigar o que pratica o mal (Romanos 13.1-2,4).”

Aos governantes de hoje bem podemos lembrar outros textos, como o clássico Amós 8.4-8.  Escutem, vocês que maltratam os necessitados e exploram os humildes aqui neste país(e estado – adendo meu)… O Senhor faz este juramento… “nunca me esquecerei do que o meu povo tem feito…(adapt). Eles foram eleitos…por nós. Nós também erramos. Ao que parece, mais uma vez.

Então vem o texto AOS CIDADÃOS. Ele sugere que além de nos indignarmos com a desmoralização governamental (de lá, e daqui), somos convocados a dar atenção a textos como o seguinte: “Antes de tudo exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador” (1 Timóteo 2.1-3).

Creio que orando mais pelos governantes tenhamos melhores resultados, do que simplesmente votar e nos lembrarmos deles daqui a quatro anos. Difícil proposta, mas está aí. A oração impede o mal.

E temos o DIA DOS PAIS, bela data a ser lembrada. Claro, a tal “identidade de gênero” quer nos fazer ir contra a palavra e ignorar a paternidade. Também as separações têm machucado a muitos. E o luto faz outros tantos sofrer. Mas nossa resposta pode considerar os seguintes recados a pais e filhos, que Lutero transcreveu nas Tábuas dos Deveres:

AOS PAIS: Vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor (Efésios 6.4; Colossenses 3.2). AOS FILHOS: Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra (Efésios 6.1-3).  Pais e filhos cristãos, de ontem e de hoje têm “o Senhor” como fundamento dos seus relacionamentos. Isso faz a diferença em todas as situações(Tiago 5.16).

Fica ai o recado simples e direto para nossa reflexão. E que tenhamos a luz da Palavra, já que a realidade política e até familiar sejam desencorajadoras, uma abençoada semana. E, FELIZ DIA DOS PAIS.

Pr. José Daniel Steimetz