Tempo e Eternidade

A oração é para o tempo, mas o louvor é para a eternidade”. Essa frase de Charles Spourgeon (renomado pregador batista da Inglaterra no séc. XIX) tem boa verdade teológica e é oportuna para essa semana que divide o ano velho do novo no Calendário Eclesiástico.

A oração é para esse tempo de espera e preparo. As tentações são violentas, a insegurança traz o medo e a dor provoca angústia. O salmista, por experiência de vida, nos estimula à oração: “Na minha aflição, eu clamei ao SENHOR; ele me respondeu e me livrou da angústia” (Salmo 118.5). O cristão é incentivado à prática da oração em qualquer situação da vida.

O louvor é para a eternidade. Sempre que exercitamos o louvor, há a possibilidade de ultrapassarmos o nosso tempo e fazermos um aquecimento do grande culto ao Cordeiro que está à direita do Pai no trono celeste. Até dizemos isto por ocasião da celebração da Santa Ceia: “Com os anjos e arcanjos e com toda a companhia celeste louvamos e magnificamos o teu glorioso nome exaltando-te sempre, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus”.

Precisamos muito da oração nesse tempo de espera, quando aguardamos o Salvador que virá para julgar vivos e mortos no Dia Final. Advento, muito mais de sugerir enfeites de Natal nos shopping Center para incrementar as vendas de fim de ano, quer dizer vinda, chegada. Aguardamos o Salvador que virá para julgar vivos e mortos no Dia Final.

Mas ao exercitarmos o louvor ao Pai celeste por amar o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16), batemos na porta da eternidade.  É por isso que a Bíblia aconselha: Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus” (1 Ts 5.18).

Edgar Lemke