Outubro Rosa

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Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente… Assim como o Senhor vos perdoou. Colossenses 3.12,13.

Outubro é um mês especial. Dia 31, lembramos com gratidão a Reforma da Igreja no século XVI.  A Reforma nos responsabiliza na vida em sociedade de duas maneiras. A principal trata da questão espiritual no tocante a fé em Cristo, da salvação pela graça e o papel da Bíblia na vida da Igreja e do cristão. Na presença de Deus, somos desafiados por ele a vivermos o amor e o perdão recebido. Essa mensagem voltou a ser pregada pela Igreja após a Reforma. Por outro lado, a Reforma nos desafia a irmos em direção ao outro no seu dia-a-dia. E o alicerce para essa ação, encontramos em palavras como as do texto acima.

Queremos por isso, seguir a orientação da Vice-Presidência de Ação Social da Igreja Evangélica Luterana do Brasil que nos convida a refletir e agir da melhor maneira possível quanto a outro evento: o chamado Outubro Rosa. Dele vem a temática trabalhada no campo da medicina, cuja importância salta aos olhos de todos: o Câncer de Mama. Diagnóstico precoce, conhecimento das políticas públicas que pautam seu atendimento e o drama de quem vive esta situação, são desafios permanentes para todo o cidadão, para a Igreja, e, especialmente para nós cristãos luteranos. Pois nos ocupamos em ser, na perspectiva de Lutero e da Reforma, “um pequeno Cristo para o outro”.

Histórico: “O câncer de mama é primeira causa de mortes por câncer em mulheres e a quinta em dados gerais, segundo a Organização Mundial da Saúde. Mas quando descoberto no início, o câncer de mama tem cura. Ele é o mais temido pelas mulheres pelo alto número de casos, pelos efeitos psicológicos em relação à sexualidade e à imagem pessoal. Daí, o Outubro Rosa pontuar ações que somam esforços visando sua detecção precoce. A data foi criada nos anos 90. Tem como símbolo, lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure o laço cor-de-rosa, distribuído aos participantes. No Brasil, a primeira iniciativa foi em outubro de 2002, envolvendo o governo brasileiro, através do INCA(Instituto Nacional do Câncer). Entrou para o “calendário oficial” em 2010.   Dados: O câncer da mama é recorrente nas mulheres no mundo. Em 2013, a projeção de risco era de 52 casos por 100 mil mulheres. Das cinco regiões brasileiras, a Sul é a segunda colocada em casos: (65/100 mil).” Fonte: Blog da saúde/Carta, Pr Airton S. Schroeder/IELB.

Fica a dica. Todos são responsáveis pelo diagnóstico precoce desta doença. Como homens cristãos temos por missão encorajar as mulheres ao autoexame, apesar do medo de uma descoberta desagradável. E na grande família da fé, a Igreja, somos desafiados a nos colocar ao lado daquelas que vivenciam o drama, dando suporte espiritual, emocional e, se possível, material. Também orar por elas e pela causa do Outubro Rosa é nosso papel social e cristão, fundamentados em palavras como as de Paulo aos Colossenses.

Abençoado Outubro Rosa a todos.

Pr José Daniel Steimetz

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