Pede Sabedoria

megaSe nesse início de ano Deus o desafiasse com esta proposta: “O que você quer que eu lhe dê?” Quais seriam seus pedidos?

Ganhar sozinho os mais de 200 milhões da mega-sena da Virada? Ter uma saúde de ferro para chegar inteiro aos 100 anos? Arranjar cadeia para todos os ladrões, especialmente os políticos desonestos?

Deus fez esta proposta a Salomão e se agradou do seu pedido a ponto de lhe dizer: — Já que você pediu sabedoria para governar com justiça, em vez de pedir vida longa, ou riquezas, ou a morte dos seus inimigos, eu darei o que você pediu. Darei a você sabedoria e inteligência, como ninguém teve antes de você, nem terá depois. Mas lhe darei também o que não pediu: durante toda a sua vida, você terá riquezas e honras, mais do que qualquer outro rei. (1 Rs 3.11-13). Quando foi desafiado por Deus a orar,

Salomão fez três avaliações importantes. Primeiro, ele olhou para o seu passado e reconheceu: “Tu sempre mostraste grande amor por Davi, meu pai, teu servo, e ele era bom, fiel e honesto para contigo” (1 Rs 3.6). Aí olhou para si mesmo e constatou ser imaturo para a tarefa que tinha pela frente: “Ó SENHOR Deus, tu deixaste que eu ficasse como rei no lugar do meu pai, embora eu seja muito jovem e não saiba governar” (1 Rs 3.7). Por fim, vislumbrou as incertezas do futuro e arriscou: “Dá-me sabedoria para que eu possa governar o teu povo com justiça e saber a diferença entre o bem e o mal. Se não for assim, como é que eu poderei governar este teu grande povo?” (1 Rs 3.9).

Essas três avaliações de Salomão são pertinentes quando o tema é oração. Somos gratos a Deus pelo nosso passado? Certamente Deus mostrou seu grande amor por nossos pais e, ao sermos levados ao batismo, nossa vida de comunhão com Deus recebeu perdão, vida e salvação. Temos coragem para avaliar os porões de nossa vida? Talvez vamos constatar o que o apóstolo Paulo viu em si: “Como sou infeliz! O bem que eu quero este eu não faço; mas o mal que eu não quero esse eu faço! Quem me livrará do corpo desta morte”? E os desafios futuros? Temos sabedoria suficiente para encará-los e tomar a decisão correta? Quem sabe nosso pedido no início de um novo ano seja: “Dá-me sabedoria para que eu possa agir com justiça e saber a diferença entre o bem e o mal”.

“O que você quer que eu lhe dê?” Essa proposta de Deus nos desafia a falar com ele em nossas orações e antes de saúde, bens e livramento dos inimigos, lhe pedirmos sabedoria para discernir o certo do errado e atuar como luz nesse mundo.

Edgar Lemke