Igrejados

IgrejadosPoderíamos começar esta devoção com a famosa frase de Shakespeare: “Ser ou não ser, eis a questão.” Na semana passada, o colega Pastor Edgar escreveu uma devoção com o título “Desigrejados” e apresentou diversos argumentos que muitos usam por aí para justificar um cristianismo sem igreja. Podemos ser cristãos sem sermos Igreja? Eis a questão!

Será que pode um galho produzir frutos se não estiver ligado ao tronco e dele receber a seiva? Será que um braço pode trabalhar se não estiver ligado ao corpo e dele receber sangue, estímulos e tudo mais necessário para o bom funcionamento dos músculos? Será que chegaríamos a ser um edifício se não tivéssemos sido construídos num fundamento sólido? Acho muito difícil!

Por quanto tempo ainda permaneceríamos na lista de ovelhas do rebanho do Bom Pastor se contarmos a partir do dia em que decidimos sair de perto da comunhão dos santos e buscar “pastos mais verdes” e “águas mais frescas”?  Os desigrejados correm sérios riscos de se afogarem em águas turbulentas ou até mesmo de serem devorados por lobos ou enganados por pastores mercenários. Afinal de contas, eles estão abrindo mão da melhor segurança que Cristo deixou na terra, sua Igreja, nosso Castelo Forte, nossa defesa e boa espada!

Sabemos que o Bom Pastor jamais nos tiraria de sua lista. Ele sempre quer nos buscar de volta para sua Igreja mesmo quando preferimos abandonar a segurança que temos como “igrejados”. Mesmo quando achamos bons argumentos para isto.

Damos graças a Deus que nos livra desse mal. Damos graça a Deus que nos chamou para fora do mundo e pelo sangue de Cristo nos fez sua Igreja amada aqui no mundo. Damos graças a Deus que, na história da humanidade, chamou e capacitou reformadores e nos chama e capacita hoje também a reformar sua amada Igreja. Afinal de contas, a Igreja está sempre se reformando (Ecclesia semper reformanda est).

Otto Neitzel

“Pois, graças a Deus, uma criança de sete anos de idade sabe o que é Igreja, isto é, os santos crentes e os cordeirinhos que ouvem a voz de seu pastor.” (Martinho Lutero, Artigos de Esmalcade)