A nova morada

Em nossa lida diária somos atropelados por muitas preocupações. Milhões de informações nos atingem, das quais, talvez, poucas guardamos. Alimentação, vestuário, abrigo, contas a pagar e compromissos a cumprir ocupam a maior parte de nosso tempo. No fim do labor, sobra pouco tempo ou quase nada, ou nada mesmo, para nos lembrar que não temos aqui morada permanente. (Jo 14.2ss)

“Lembrem-se de que vocês são estrangeiros de passagem por este mundo.” (1 Pe 2.11) Deus prometeu e nós estamos esperando um novo céu e uma nova terra, onde mora a justiça. (2 Pe 3.13) Jesus prometeu que, ao subir ao Pai, iria lá nos preparar um lugar e voltaria para nos buscar. (Jo 14.2,3) No Apocalipse (21.1) o autor, numa visão que Deus lhe permitiu, “viu um novo céu e uma nova terra. Vi o primeiro céu e a primeira terra desaparecerem, e o mar sumiu.” No Evangelho de Lucas (21.33) o autor diz expressamente que céus e terra desaparecerão. A mesma voz que lá no comecinho disse  “haja” fará desaparecer o que existe hoje e dirá novamente “haja” e teremos uma nova morada.

Não temos uma descrição detalhada desta nova morada, mas algumas pinceladas que aparecem nas Escrituras nos dão uma idéia do quadro maravilhoso que nos aguarda. Será um lugar onde mora a justiça (2 Pe 3.13), onde haverá paz e segurança (Is 32.18), sem tribulação (2 Ts 1.7), sem lágrimas nem dor (Ap 21.4). “As cousas velhas passaram.”

Na nova morada estaremos vivendo com este nosso corpo e não o corpo de alguém outro, fruto de uma inexistente reencarnação. Não será este corpo do pecado, de doenças e mutilações, mas sim, esse corpo glorificado como o foi o corpo de Jesus, nosso Salvador, ao subir ao céu, onde foi preparar a nova morada: corpo “não mortal, mas imortal; não feio e fraco, mas bonito e forte.” (1 Co 15.42ss). A mais contundente, confortadora e indiscutível e a afirmação de Jó: “Mesmo que a minha pele seja toda comida pela doença, ainda neste corpo verei a Deus. Eu o verei com os meus olhos; os meus olhos o verão, e ele não será um estranho para mim. E desejo tanto que isso aconteça.” (Jó 19.26,27).

Com muita inspiração o poeta sacro canta: “Estamos no mundo, mas dele não somos, aqui nós vivemos distantes do lar; a nossa morada de paz se reveste, a pátria celeste é o nosso lugar.” (HL 389.1).

Amado Pai, ajuda-nos a cantar este hino também.

Guido Rubem Goerl – Pastor emérito da IELB

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