“Se esse País fosse sério…”

…Eu sou o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a 3ª. E 4ª. Geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Êxodo 20.5-6.

É comum ver essa frase por ai, principalmente no contexto das CPIs que estão sendo propostas. Ela sugere que o país em si, não é sério. Que nele, apenas aqueles que expressam essa frase, são exemplos de moralidade na vida pública e privada. Nem se dão conta de que na condição de brasileiros, também estão entre aqueles que destroem a seriedade do país.

O quê faz nosso país ser sério? Creio que temos mais motivos para marcar a seriedade vivenciada em nosso país do que o contrário. Eu, por exemplo, tenho minhas falhas, mas mesmo assim, trabalho para que nosso país seja sério. Certamente a maior parte da população trabalha duro, como você, para custear seu viver diário. E constrói assim a seriedade do país. Tenho a convicção de que cada professor, cada médico, cada gari, etc., dá a sua contribuição para a seriedade da nação.

Fato é que muitas vezes se desclassifica a seriedade do cidadão brasileiro para justificar a incompetência de governantes nas mais diversas esferas de poder; utilizam esta tática para justificar a corrupção injustificável que permeia as relações escusas daqueles que exercem o poder. E não é que vem deles a maioria das falas que questionam a seriedade do país e não a deles próprios!?. Assim, tentam colocar-nos na vala comum daqueles que destroem a seriedade do país. Fazem-nos coautores das falcatruas que destroem a autoimagem da nação.

Por outro lado creio que podemos avançar no caminhar rumo a maior seriedade. E podemos fazer isso exercendo o sacerdócio universal de todos os crentes. E o fazemos dando testemunho da nossa fé, por exemplo, quanto a validade da Palavra de Deus que exige de nós, seriedade de coração, não de fachada, em todos os aspecto da vida. Nela Deus expressa os Mandamentos quanto a nossa relação com Ele. E do 4º. ao décimo mandamentos Ele manifesta seu desejo quanto ao nosso relacionamento sério junto ao nosso próximo.

O esmero no cumprimento dos mandamentos certamente qualificará nosso país no quesito seriedade. A partir do relacionamento conosco Deus coloca a família e os pais na sua responsabilidade para com os filhos e vice-versa; o 5º. nos remete a proteção da vida do próximo, também daquele prejudicado pela omissão e corrupção que desvia dinheiro da saúde, por exemplo; o 6º. norteia a relação sadia de marido e mulher e coíbe a promiscuidade já aceita como normal entre muitos; a propriedade do outro é protegida pelo 7º.; o 8º. nos faz refletir sobre o cuidado com o nome do outro, até mesmo de não envolvê-lo na condição de corruptor, como tendem a fazer os autores da frase acima; e o 9º. e 10º. limitam nosso desejo de ter o que é do outro. Motivando-nos a trabalhar para termos o que de direito, sem a expropriação dos demais, o que ocorre a rodo, por muitos destes que se arroubam patronos da moralidade.

Estamos vivenciando o pós Páscoa. E lembramos que Cristo venceu pecado, Diabo e morte em nosso lugar. Que esta vitória nos leve a vivermos seriamente nosso sacerdócio. Isso certamente fará com que nosso país seja realmente mais sério. Apesar do entendimento de alguns que tentam desqualificar nossa seriedade de cidadãos brasileiros, cristãos comprometidos, também com nossa pátria terrena.

Abençoada semana.

Pr Jose Daniel Steimets

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