Ficha Limpa

Eita lei complicada essa que nem mesmo os funcionários dos meios jurídicos e eleitorais conseguem entender. É uma coisa tão simples: “Tá com a ficha suja? Então pode tirar o cavalinho da chuva que não dá mais”.

Tudo bem que, para elaborar uma lei dessas, mais detalhes devem ser pensados. São justamente esses detalhes que estão confundindo todo mundo – sobre quem pode ou não se reeleger; se a lei deve ou não abranger crime culposo, de menor potencial ofensivo; se pode concorrer ou não quem renunciou para evitar a cassação; e por aí vai.

Uma coisa é certa, a Ficha Limpa está aí para, com base na vida pregressa das pessoas, tentar tornar mais rígidos os critérios de quem pode ou não se candidatar. Para a Ficha Limpa, o melhor é aquele que tem a sua “ficha limpa”.

Se tu tivesses feito uma lista dos nossos pecados, quem escaparia da condenação? (Sl 130.3) O salmista sabia muito bem que, se existisse a lei da Ficha Limpa perante Deus, ele jamais seria um candidato. Na verdade, Deus até elaborou uma Lei da Ficha Limpa. Para nós cristãos, sempre será impossível entender a Lei da Ficha Limpa de Deus. Afinal de contas, como pode Ele eleger pecadores como nós levando em conta a ficha limpa de seu único filho?

Jesus foi tentado pelo próprio diabo, mesmo assim não se corrompeu. Cristo entrou em Jerusalém com a ficha limpa, mas tomou sobre si todas as marcas das nossas fichas sujas. O fundamento da Lei da Ficha Limpa de Deus é apenas um, e está em sua infinita misericórdia. Somente pela fé podemos entender essa Lei de Deus. Somente pela fé podemos, com coração agradecido, ler Isaias 53.3 e enxergar ali Cristo carregando todas as nossas fichas na cruz.

Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Is 53.5)

Otto Neitzel

Deixe um comentário