“Tá liberado”

Todas as coisas são licitas, mas nem todas convêm; todas são licitas, mas nem todas edificam.   1 Coríntios 10.23

Após muita discussão, sob o argumento do direito a liberdade de expressão foram liberadas as “Marchas da Maconha”. E os defensores da liberdade de expressão a favor do uso desta droga, podem expor suas idéias. Afinal, “tá liberado”.

Marchas à parte é certo que: proibição traz ganhos aos traficantes, pouco se discute sobre o tema e outros países já liberaram o uso da maconha. Nós ainda somos “retrógados”. A Igreja, reacionária por questionar seu uso. Também é verdade, dizem alguns médicos, que “drogas lícitas” como álcool e cigarro podem fazer mais mal do que a “ervinha”. Seja como for, continua valendo a orientação de Paulo sobre questões referentes à vida, ao uso do corpo e liberdades que na verdade podem escravizar. Ele lembra: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam”. Tudo pode, “tá liberado”, mas nem tudo convém.

O Fantástico de domingo, no quadro de conciliações, mostrou o caso da família que perdeu o convênio médico por falta de pagamento. Até ai nada de mais! A mãe desesperada buscava reativar o convênio porque seu filho usa crack e precisa de tratamento. Também ai, pouca novidade. Mas chama a atenção em tempos de Marchas pela Maconha a afirmação da mãe de que seu filho entrou nessa, pela inocente maconha que agora “tá liberada” sua defesa. E claro, em breve, seu uso. Claro que poderia ter sido por qualquer outra, mas foi através da maconha que este jovem arruinou a sua vida, de sua família, e um pouco de toda a sociedade.

Pensemos:

a) Realmente cabe a família, Igreja e sociedade discutir estas questões;

b) Mesmo assim, pode ocorrer que filhos caiam nas drogas, mas já é menos provável. Eles conhecerão o alerta médico de que ninguém sabe se irá tornar-se um dependente. Por isso, ninguém deve experimentar qualquer droga, quer lícita ou ilícita;

c) O filme Tropa de Elite 1 tem uma cena interessante. Estudantes marcham pela morte um colega. O policial, também universitário, chama-os de hipócritas. Por quê? Porque protestavam contra a violência que ajudavam a criar e a manter. Afinal, eram eles, melhores financeiramente, defensores da livre expressão e, por assim dizer, também do uso da droga que fomentavam, pela compra das mesmas, a violência que tirara a vida de um deles.

Recebi frase de E-mail afirmando que defensores da liberalização da droga nos diversos níveis e tipos queriam mesmo era destruir sua família. Pode ser um exagero, mas dá o quê pensar.

Enquanto pensamos, lembremos: “Tá liberado”. “Tá!” Mas pais e filhos, com recursos ou não, lembrem-se: a liberdade da maconha conduz à escravidão. Talvez reversível, mas trará muito sofrimento. Talvez como o da família de Canoas, cuja filha e neto ficaram expostos a violência, a degradação, e apenas pela graça de Deus, não morreram nas mãos de traficantes. Por quê? Porque foi em busca de droga. Teria ela também começado pela “inocente” maconha? “Quem está de pé cuide para que não caia”. Afinal, “tá liberado”, mas nem tudo convém.

José Daniel Steimetz
 

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