Como resultado do primeiro Pentecostes os cristãos "continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações" (At 2.42). Que tal seguirmos seu exemplo?

Cultos

Sábados às 18:30h e Domingos às 10h

UM NATAL DE 40 GRAUS

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Que calor esta semana! Sensação térmica além dos 40 graus! Jesus sabe bem o que é isso. Mesmo? Sim. Andando ao sol esses dias, lembrei de um texto publicado há uns anos na Folha. Um mochileiro relatava uma trilha percorrida entre Nazaré e Cafarnaum, cidade que fica às margens do mar da Galileia (que, na verdade, é um lago). Um deslocamento nada estranho para Jesus e seus discípulos.

O andarilho escrevente percorreu em três dias os sessenta quilômetros. Chegou cansado e com todas as dores musculares possíveis. Conta que foi logo se jogando nas águas do Tiberíades (outro nome do mar da Galileia no Novo Testamento). Concluiu que Jesus tinha boa forma.

Mas eu me lembrei disso não para discutir o preparo físico do Messias. Lembrei por imaginar que Jesus também pode ter-se refrescado naquelas águas. Depois de sessenta quilômetros de pedra, poeira e sol, o corpo cansado daquele pelo qual todas as coisas foram criadas pode ter tido seu incômodo amenizado no lago.

E o Natal com isso?

No Natal celebramos o milagre da vinda de Deus como gente de carne e osso para nos salvar. Gente que tinha dores como todos nós. Gente que, ainda bebê, pode ter tido cólica de dar olheiras a Maria. E é bom lembrar que a bem-aventurada não tinha fraldas descartáveis ou pomadas eficientes contra assaduras. De carne e osso! Tem muita coisa desagradável implicada nisso. E ele se dispôs a tudo, mesmo sendo Deus. Por quê? Por amor. Um amor inexplicável por cada um de nós.

Nosso Natal de 40 graus pode ser oportuno para lembrar de tudo isso. Achegando-nos à cena da manjedoura, com seus cheiros desagradáveis, vemos todo o desenrolar da história, toda sua profundidade e seu caráter extraordinário. Fez muito bem Placide Cappeau em seu poema Minuit, chrétiens, que é mais conhecido por sua tradução ao inglês (com adaptações amenizadoras, a meu ver), O holy night. Vê só os seguintes versos:

Quem lhe falará de nossa gratidão?
É por nós todos que ele nasce, que ele sofre e morre.
Povo, de pé! Canta a libertação
Natal, Natal, cantai o Redentor!
Natal, Natal, cantai o Redentor!

Que tal cantar o Redentor na “da Cruz” domingo de manhã?

Tem Cantata de Natal, faça chuva ou 40 graus!

Cesar Rios
Teologando do Seminário Concórdia, SL