“Dinheiro não compra felicidade”

Essa frase é um dos jargões mais utilizados quando se trata de conselhos a respeito de bem-estar emocional e físico, visto que, segundo dizem, não vale a pena perder a saúde em nome do dinheiro. Mas será que esta frase é verdadeira, já que sempre tem alguém para acrescentar: “ah, então me deixa ser triste em Paris”?

Mas ela é muito verdadeira e nenhum cristão deveria “desacreditar” dela. A Escritura Sagrada é cheia de conselhos em relação a isso e não são poucas vezes que a riqueza é posta como inimiga de Deus. Os textos deste domingo, por exemplo, vão diretamente ao encontro deste pensamento. Eclesiastes 5.10 diz: “Quem ama o dinheiro jamais se fartará de dinheiro; e quem ama a abundância nunca ficará satisfeito com o que ganha. Também isto é vaidade.” Assim, aquele que vive em função da procura pelo dinheiro, jamais achará que possui o suficiente.

Logo, não vale a pena perdermos a nossa saúde na busca incessante pelos bens materiais, sendo que as maiores preciosidades da vida não podem ser compradas: ninguém precisa pagar pelo amor fraternal sincero, ou para ver o nascer e o pôr do sol ou, ainda, a chuva que cai num dia nublado. Estas são coisas impagáveis. Mas, de longe, o bem mais valioso que nós poderíamos receber não foi conquistado com ouro ou prata, mas com o precioso sangue de Jesus (1 Pe 1.18): o perdão de pecados e a salvação.

Por isso, melhor é encarar a vida na perspectiva de outro versículo de Eclesiastes: “boa e bela coisa é comer e beber e desfrutar o que conseguiu de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu;” (5.18). Assim, sem esquecer que estas coisas são passageiras e se estragam (Mt 6.19-21), trabalhemos sempre com honestidade e honra, fazendo bom uso de nossos bens em favor do próximo e usufruindo dos frutos de nosso suor com sabedoria. Amém.

Jordan Gowert Madia