Crônicas da CELC

A devoção semanal de hoje, na verdade, não chega a ser uma devoção. É um relato de algo que aconteceu na nossa comunidade. Por isso o nome: Crônicas da CELC. Quem sabe, esse nome pega e temos no futuro mais crônicas como estas. Inclusive escritas por vocês contando algo que vocês queiram compartilhar relacionado à sua vida de congregação e fé.

Como vocês sabem, fui chamado para esta comunidade a fim de trabalhar mais de perto com os nossos vizinhos que alugam o prédio do saudoso Colégio Vera Cruz. Quando cheguei aqui, a ideia era ter um pastor que arranhasse um inglês para poder comunicar com eles. Quem sabe até, exercer uma pastoral escolar lá dentro desse colégio internacional.

De lá para cá, e sempre comendo pelas beiradas, Deus tem abençoado esse trabalho de diversas maneiras. Muita coisa acontece na vida das pessoas ali e nem percebemos. Os alunos fazem uma parceria legal com a AELCA, as famílias são convidadas para os eventos da nossa comunidade (uns anos atrás tínhamos até cultos em inglês). Enfim, alunos, pais e funcionários sabem que o Mr. Otto das segundas às sextas é o mesmo Pastor Otto nos finais de semana e que nossa igreja está sempre de portas abertas para recebê-los.

Nesta última sexta-feira, pude batizar três crianças e um adulto de uma família alemã da escola. A mãe, nascida na Alemanha oriental, criada sem religião, casou-se com um alemão ocidental considerado “evangelisch” não praticante. Já tinham quatro filhos e o último guri resolveu nascer em Porto Alegre. Saiu da mesa do parto direto para a mesa de cirurgia com uma grave doença que foi descrita na época como câncer de pulmão. Foi um período muito sofrido para a família e todos nós, como você podem imaginar.

Conversa vai, conversa vem, e eu dando aula para a guria, que na época era a caçula da família, resolvi convidar toda minha turma para o batizado do meu filho, o Danielzinho. A família dela veio em peso. Na mesma noite, recebi um e-mail da mãe pedindo para que eu ensinasse “aquilo ali” para seus filhos e que eles também fossem batizados. Ela disse que havia começado a crer em Deus quando O viu atuando através dos médicos e remédios que curaram seu bebê daquela doença. Hoje com um pulmão perfeito e sem nenhum sinal de doença.

O legal da história é que, depois de alguns estudos com os dois irmãos mais velhos, a mãe me diz que ela também quer ser batizada, porque, segundo eles, “ela deveria estar dentro do barco quando o diluvio passasse por aqui”. Foi assim que eles contaram a ela a história da arca de Noé.

A nossa CELC é muito missionária pois a Palavra está ali. E onde a Palavra é semeada, ela dá muito fruto. Esta mesma Palavra está também nos nossos corações, na nossa boca, nas nossas ações e pensamentos. Não vamos enxergar os frutos na maioria das vezes, mas podemos ter a certeza de que cada um desses frutos está escrito nas crônicas de Deus no céu.

E esta Palavra nos diz: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Mateus 28.19

Otto Neitzel