De joelhos

de joelhosE se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. 2 Crônicas 7.14

            “De joelhos” é uma expressão que apresenta bem a realidade do nosso País e Estado, em especial nestes dias de Semana da Pátria. Estamos de joelhos. Rico ou pobre, dono de capital ou trabalhador, governos e governados estão de joelhos. Estão subjugados pela corrupção, pela falta de vergonha na cara, pelas atitudes egoístas de políticos (de uma ou outra forma todos o somos) e partidos. Mesmo na desgraça buscam levar vantagem, nem que seja denunciando o outro para escapar das sanções da justiça. Justiça que tem se mostrado mais corajosa, mas tem de deixar de ser cega para que não tenhamos alguns mais iguais que os outros, numa afronta a Constituição Brasileira. Por tudo isso e muito mais nosso País e Estado – todos nós estamos de joelhos, subjugados pelo mal que assola nossa realidade.

Podemos ainda trabalhar a questão do ponto de vista religioso. Em âmbito nacional afirma-se a predominância da negação da fé, da realidade sem Deus, com ideologia e ideólogos que excluíram o SENHOR Deus das suas ações. Em termos de Estado não é diferente. Apesar de nossos governantes maiores afirmarem-se crentes (vou usar este termo ao invés de cristãos, propositadamente) suas ações maltratam vários grupos de servidores e suas famílias. E por extensão um sem número de servidos pelo estado através desses profissionais. Decorre disso 970 mil alunos prejudicados, com futuros comprometidos, um sem número de famílias sofrendo carências mil, a violência crescente com queima de ônibus e assassinatos noutra demonstração clara de que nosso governo e sociedade estão de joelhos, subjugados diante do mal crescente.

Precisamos reagir! Mas contrariamente ao que se poderia pensar, dessa vez, meu convite à reação não é um convite a nos colocarmos de pé, com dedos em riste e com altos brados. Mas a permanecermos de joelhos, sim, de joelhos, só que dessa vez diante do Deus amoroso que se revela Salvador em Jesus Cristo, para fazermos o que o texto de 2 Crônicas nos convida a fazer: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

Que assim seja. Abençoada Semana da Pátria, de joelhos, em oração. Amém.

Pr José Daniel Steimetz.

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