Um Ponto de Apoio

18 de outubro de 2019 by edgar-lemke

A Concórdia Editora lançou no ano passado um livro, traduzido pelo colega e congregado Oscar Lehenbauer, intitulado Um Ponto de Apoio. O título me pareceu interessante e eu resolvi descobrir a sua origem. Ele é proveniente do matemático e físico grego Arquimedes ( Ἀρχιμήδης de Siracusa, 287 a.C. – 212 a.C.) que disse: “Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo”.

O livro acima citado é interessante também pelo seu conteúdo. Ele faz referência à descoberta de Lutero sobre Rm 1.17: “o justo viverá por fé”.  Lutero disse a respeito: “Eu andava furioso e de consciência confusa. Aí Deus teve pena de mim. Dia e noite eu andava meditativo, até que por fim observei a relação entre as palavras: a justiça de Deus é nele revelada, como está escrito: o justo viverá por fé. Aí passei a compreender a justiça de Deus como sendo uma justiça pela qual o justo vive através da dádiva de Deus, ou seja, da fé”.   

Martin Brecht (historiador da Igreja, professor emérito da Universidade de Münster, Vestfália, Alemanha,  biógrafo de Lutero), aplicou a frase de Arquimedes à esta descoberta do Reformador: “Esta nova certeza do perdão que vem através da Palavra, algo que Lutero não tinha antes, foi simultaneamente para ele o ponto de apoio de Arquimedes com o qual ele podia vencer suas próprias lutas espirituais e com o qual ele também foi capaz de mover todo o falido sistema tradicional do arrependimento”.

Nem queira levantar o mundo! Você faz parte dele e não conseguirá. Tente, pelo menos, mudar a você mesmo? Também não conseguirá. A Bíblia descreve que nascemos mortos em transgressões e pecados (Ef 2.1) e não temos condições próprias de nos transformarmos. Precisamos de um ponto de apoio.

 O nosso ponto de apoio é o Salvador Jesus, o eterno Filho de Deus que veio de fora desse mundo e “não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo” (Fp 2.6). Quem está em Cristo é nova criatura (2 Co 5.17).  Segundo Lutero: “A fé nos torna alegres, ousados e dispostos diante de Deus e de todas as criaturas”.

  Edgar Lemke

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