Ecce Homo

29 de março de 2018 by edgar-lemke

Jesus tinha enfrentado uma longa noite de traição, aprisionamento, zombaria, julgamento e açoites até ser levado ao governador Pilatos para a sentença final. Para conseguir a piedade da multidão, já que não via nele crime de morte, Pilatos mandou açoita-lo novamente. Então, ensanguentado, com o rosto quase irreconhecível Jesus é apresentado ao povo: ECCE HOMO! (em latim)

Eis o homem! O insensível Pilatos se compadece e espera que o povo se sensibilize também. Esse homem representa alguma ameaça ao Império Romano? Pode ele levantar-se contra o poderoso Tibério Cézar? De jeito nenhum! Mas o povo, treinado pelos sacerdotes e escribas, é incansável em repetir: “crucifica-o! crucifica-o!”

Eis o homem! A apresentação de Pilatos tem outro enfoque muito além da razão humana. Trata-se, não de um homem qualquer, mas do HOMEM a respeito de quem Isaías escreveu 700 antes: “Homem de dores e que sabe o que é padecer…ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si… ao Senhor agradou moê-lo… quando der a sua alma como oferta pelo pecado” (Is 53).

Eis o homem! No dia da Páscoa ele não ficou na sepultura, pois é o ALFA e o ÔMEGA, o princípio e o fim, o primeiro e o último, “pois por meio dele, Deus criou tudo, no céu e n terra…Ele é o primeiro Filho que foi ressuscitado para que somente ele tivesse o primeiro lugar em tudo. Portanto, por meio do Filho, Deus resolveu trazer o Universo de volta para si mesmo” (Cl 1.16-20).

Eis o homem! Ele dispensa maior apresentação. Com sua morte e ressurreição, fatos que celebramos na Páscoa, ele garantiu o que nos promete: “Eu sou a ressurreição e a vida! Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). Feliz Páscoa!

Edgar Lemke

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