Como viver para agradar a Deus

10 de novembro de 2017 by edgar-lemke

O apóstolo Paulo escreve na sua primeira carta aos Tessalonicenses que os irmãos “aprenderam como devem viver para agradar a Deus” (1 Ts 4.1). Embora esteja em baixa esse anseio, tem gente que leva a sério a sua espiritualidade e se esforça para estar de bem com Deus.

Edward Veith Jr no livro Espiritualidade da Cruz, citando Adolf Koeberle, faz referência a três tipos de aspirações espirituais: o moralismo, no qual a vontade tenta alcançar a perfeição de conduta; a especulação, na qual a mente tenta alcançar a perfeição de entendimento; e o misticismo, no qual a alma tenta alcançar a perfeição ao se tornar uma com Deus.

O problema é que o moralismo abrange uma série de impossibilidades e contradições, pois as perversidades da vontade e os segredos mais profundos do coração acabam minando as melhores intenções morais.  A especulação não pode alcançar o conhecimento de um Deus infinito e totalmente transcendente. O misticismo, embora seja o mais atraente modo de espiritualidade, não distingue o Criador da criatura, e atualiza a tentação da serpente “sereis como Deus” (Gn 3.5). Enfim, esses caminhos colocam a pessoa no centro e fazem depender dela a solução para a vida que agrada a Deus.

Só um versículo bíblico demole qualquer tipo de espiritualidade humana: “Não há justo, nem um sequer” (para acabar com o moralismo), “não há quem entenda” (para acabar com a especulação), “não há quem busque a Deus” ( para acabar com o misticismo) (Rm 3.10-11).

Cristo nos justifica e o que ele disse de si nos mostra a saída: “Eu sou o caminho” (para acabar com o moralismo), ”a verdade” ( para acabar com a especulação)” e a vida” (para acabar com o misticismo) Jo 14.6. Como resultado, por meio de Cristo, a vontade, o intelecto e o espírito são todos libertos. Agora ficamos livres para servir. Como resultado, por meio de Cristo, a vontade, o intelecto e o espírito são todos libertos e ficamos livres para servir.

Uma vida que agrada a Deus acontece com atitudes de fé. Quando reconhecemos nossa dependência de Deus Criador, somos impelidos a dar-lhe graças, louvor e obediência. Quando aceitamos o preço pago por Cristo para nossa redenção, nos alegramos em pertencer a ele e viver submissos a ele em seu Reino. Quando compreendemos que o Espírito Santo nos levou à fé contamos com sua iluminação para uma vida que agrada a Deus.

Edgar Lemke

 

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