Amor de Mãe

12 de maio de 2017 by edgar-lemke

Aprendi que a palavra “amor” ou é dádiva ou desejo.

Amor como dádiva tem sua origem em Deus que, num ato de amor, criou tudo do nada. E quando o ser humano estragou sua criação, “Deus amou o mundo tanto que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crer… tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Amor como desejo tem sua origem na queda em pecado quando o fruto daquela árvore tornou-se “desejável” para dar entendimento (Gn 3.6) e a criatura quis ser igual a Deus. Assim, o pecado foi o salto da dádiva para o desejo. E quando o desejo se torna incontrolável, os relacionamentos se transformam em tragédias.

Amor de mãe é amor dádiva. Mãe é uma mulher que abre mão de muita coisa de sua vida para dedicar-se a ao filho. Nas noites que não pode dormir devido a uma enfermidade do filho a mãe não pergunta se um dia o filho vai reconhecer sua dedicação. A mãe simplesmente quer ver o bem do filho e se pudesse colocar em seu ouvido a otite do ouvido do filho ela o faria sem pestanejar.

Quando minha mãe completou 90 anos e reuniu cerca de 300 pessoas para festejar (número que me espantou, pois uma pessoa idosa não costuma ter muitos contatos), alguns pensamentos me reportaram à infância quando ela não era essa idosa cada vez mais baixinha que é hoje. Recordei que as coisas mais importantes que aprendi foram com ela: respeitar as pessoas, pedir desculpas ao errar, agradecer, ser honesto, cuidar das coisas, orar, apreciar as histórias de Jesus, temer a Deus, estudar. O mesmo ela fez com meus quatro irmãos, dando-lhes com sacrifício o melhor de sua vida.

Amor de mãe é amor dádiva, que tira o eu do centro e coloca o tu nesse lugar. Por isso, quando Deus quis comparar o seu amor ao sentimento humano, ilustrou com o amor de mãe: “Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê? Será que pode deixar de amar o seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, eu nunca esqueceria vocês” (Is 49.15).

Parabéns às mães pelo seu dia especial. Sua tarefa às vezes é pesada e incompreendida, mas é sublime. Se o colo das mães é o colo de Jesus para seus filhos, é bom saber que tem lugar no colo de Deus para elas: “Como a mãe consola o filho, eu também consolarei vocês” (Is 66.13).

Edgar Lemke

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